O sol é para todos

o sol se põe no passeio público

Por do sol no Passeio Público

Uma cidade tem a velocidade de seu trânsito.

Curitiba está acelerada e muita coisa passa desapercebida como se todos estivéssemos dentro de um grande automóvel que, pertencente a um movimento cada vez mais veloz e competitivo, possibilita ver o mundo em sua profusão fantástica de cores, sons e cheiros,  mas não possibilita sua apreensão.

Deste automóvel vemos crescer a violência, o número de moradores de rua, os assaltos à mão armada, as mortes no trânsito, a intolerância.

A cidade desenvolve-se economicamente. “Está sobrando vagas” dizem os jornais.  Entretanto, os ganhos sociais parecem não evoluir na proporção das finanças.

O sol, hoje, já não brilha para todos. As contradições do desenvolvimento obscureceram a “cidade modelo” [ou a revelaram?]. Ambígua Curitiba.

No fim da tarde atravesso o centro da cidade sob a última luz solar.