::: Aristóteles, porcos & golpistas incontinentes :::

Um dia antes da votação da #pec241,Temer ofereceu um jantar no Palácio do Alvorada para 217 deputados. O objetivo é evidente: garantir a aprovação do projeto que congela investimentos em saúde e educação por 20 anos.

Além de ser revelador de práticas – indigestas a qualquer espírito democrático – o banquete oferecido por Temer é também exteriorização da irracionalidade da alma perversa deste desgoverno.

Em certo momento da Ética à Nicômaco, Aristóteles, em sua procura pelo bem e pela felicidade humana, propõe que investiguemos a virtude humana. “Dado que a felicidade é certa atividade da alma segundo perfeita virtude, deve-se investigar a virtude, pois assim, presumivelmente, teremos também uma melhor visão da felicidade”.

Ao dizer isso, o filósofo não se dirige apenas aos cidadãos, mas também aos Estadistas. O verdadeiro estadista em sua pretensão de tornar os cidadãos bons e obedientes, argumenta, deve ocupar-se da virtude. E para tal deve estudar a alma, pois, “por virtude humana, entendemos não a do corpo, mas a da alma, e, por felicidade, entendemos atividade da alma. Se é assim, o homem político deve evidentemente conhecer de certo modo o que concerne à alma”.

A alma tem, para Aristóteles, uma parte não racional e outra dotada de razão. Da parte não-racional “uma se mostra comum e vegetativa – refiro-me à causa do alimentar e do crescer”. Esta capacidade da alma, é própria dos homens quanto dos animais. Já a outra parte da parcela não racional da alma participa, em certa medida, da razão, na medida em que obedece a esta.

Ora Temer ofereceu um jantar para os deputados um dia antes da votação da #pecdofimdomundo! Levando em consideração o que nos disse o bom e velho Aristóteles, Temer apela à parte vegetativa da alma dos deputados. Esta parte da alma, como entende o filósofo, é comum a homens e animais.

Pergunto aos amigos humanos e extra-humanos: que bicho se esconde atrás de Temer? Um porco? Quer parecer – pelo menos para mim – que não. Os porcos, agora levando em consideração a parte irracional da alma que é capaz de obedecer, são bem menos incontinentes.

Além disso, se os golpistas comeram carne de porco, tenho certeza de que os porcos jamais comeriam a carne dessa gente.

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Democracia

A democracia – se substancial – é o que permanece mesmo na mudança. Golpe não tem substância. Golpe é acidente. Um golpe na substância democrática não pode destruir a democracia, se ela é mesmo substancial. E como saber se a democracia permanece mesmo neste momento em que ela é golpeada? Uma maneira de saber é recusar qualquer possibilidade de substancialidade do golpe, negar a ele o sentido de substância, resistir à violência do golpe violentamente, suportá-lo sem esmorecer, fazê-lo retornar à sua condição acidental (não somos inocentes a ponto de ignorar que se há substância democrática há sempre risco de acidente golpista). No atual estado de coisas parece-nos que não afirmar radicalmente a substancialidade democrática equivale a admitir – não o risco de um acidente golpista – mas a substancialidade do golpe mesmo, pior ainda, não afirmar a substancialidade da democracia equivale a, inconsequentemente, rebaixá-la a acidente. Não trata-se aqui de uma ingênua defesa da representação democrática, pois a representação é também algo que se atribui a democracia, trata-se da luta pela democracia como substância que sustenta uma miríade de direitos conquistados (com organização, luta e sangue da classe trabalhadora) e que pode legitimar muitos outros a serem reivindicados pelos movimentos sociais e legitimamente conquistados, trata-se da democracia como princípio multitudinário de luta, de resistência, de conquistas de minorias, de afirmação constituinte, e não de suas meras variantes apaziguadoras universalistas. A democracia é a soma diferencial de todos nós enquanto participantes ativos da sua composição heterogênea e selvagem. Se substancial a democracia persistirá, e enquanto partícipes dela resistiremos, não como forças passivas perante as forças que a querem fraca ao ponto de perder toda sua substancialidade, mas ativamente como forças radicalmente e substancialmente democráticas. Retornar à substância democrática e multiplicar a diferença contra o golpe homogeneizador (que quer impor ao múltiplo o signo da identidade para, então, desferir um golpe único contra todas as potências progressistas) parece-me uma posição que as esquerdas não podem deixar de considerar. Logo não trata-se de defender apaixonadamente o que nem quem representa a democracia, mas sim de Ser a própria Democracia, de se dizer radicalmente a partir de todas as forças que somos capazes de colocar (e estar) em relação contra a força golpista reativa que quer abolir – num golpe só – todas estas forças para afirmar seu poder absolutamente antidemocrático com aparência constitucional. A democracia não é uma força só, nem uma só força, mas a síntese disjuntiva de todas as forças democráticas, são estas que precisam se (re-)encontrar e se afetarem sem rancor nem ressentimento, o que implica em conviver com a diferença sem, o egoísta desejo de dominação, de levá-la à contradição seja para fazer dela um manso idêntico seja para expô-la como a detentora de todos os males da humanidade que deve ser destruída. A democracia é o espaço que se abre entre todas as perspectivas, entre todas as diferenças existentes e insistentes. Este espaço resultante de diferenças é a própria diferença enquanto diferença de diferenças e é dele que dizemos a democracia sempre em devir. Se democracia não é, pura forma vazia, se democracia tem conteúdo no Brasil essa é mais uma oportunidade histórica de uma geração afirmar isso com força desejante e criadora. Como dito no início, se é substância, a democracia permanecerá mesmo na mudança. E a mudança desejada não é este acidente reacionário com máscara democrática, a mudança desejada é uma tal que possibilite que a Democracia – finalmente (para alguns) novamente (para outros) – se instaure no Brasil através do desejo democrático de sua gente, isto é, aquela imensa parcela que acredita que a Diferença é nossa substância primordial e é dela que dizemos: Democracia, mais uma vez, e quantas vezes forem necessárias, diferenciando assim a democracia sempre para melhor, jamais para pior.


::: (Des-)culpa :::

Cidade agitada: ecoa na manhã o grito da madrugada. Ar elétrico: chove frio em Agosto: “mês do cachorro louco”, dizem. Um – movido por imperativos categóricos – crê – nesta altura do fim do mundo – a pureza da razão, da sua razão. Que razão há no que crê numa moral superior, mesmo depois de ter sido condenado por ela? Razão? Moral? Sujeito transcendental? Consenso? Razão. Prefiro a loucura do cachorro. Que razão há nestes motores em disparada pelas ruas? Que razão há no carro que furou o sinal ontem e quase arrancou minha perna direita? Um passo atrás antes do estraçalhamento final. Ainda tive tempo de observar o desespero no rosto da carona. Quanto ao motorista não o vi, deveria ser um fantasma como quase todos os motoristas da cidade sempre atrasados para nada ou para aquilo que é importante hoje e esquecimento amanhã. Parece-me que estamos a um passo do estraçalhamento, que vai ser imediatamente esquecido assim que ocorrer. Acostumar ao estraçalhamento é o à priori da razão do XXI? Espero que seja uma impressão ruim, uma afecção destes meses que enfraquecem as vidas enfiando goela abaixo uma tristeza, um temeroso discurso, um circo sem palhaço, um blues: um caos, um medo, um grito: perdidos na rua. Enquanto isso, no cemitério crianças caçam pokémons e nas ruas somos caçados por policiais e fascistas, tanto faz, mas deve ser só impressão, representação – de algo bem pior – que se liga mal à imaginação, perturbando corpo e espírito, ou ainda mais daquela crise de representatividade que insiste em Brasília, tanto-faz-tanto-fez. Talvez o fantasma seja eu – ou você – e assim é melhor para nossa pujante democracia, pátria amada brasil e sangue escorrendo no meio-fio. Alguém grita fora temer e viva o espírito olímpico! Tem alguém batendo na porta. Quem é? Não é ninguém, só mais um desses embrulhos com ressentimento dentro que não param de chegar às casas de alguns brasileiros desde a última eleição e que quando aberto toca a introdução do hino nacional com gritos terríveis ao fundo, como uma fita k7 gravada sobre outra desde 1964 … O embrulho é também sinônimo de jornal (do povo, garante a propaganda). Mas tudo bem, penso seduzido pela falsa consciência de que está tudo realmente bem. Tudo bem? Tudo bem responde o hábito de dizer tudo bem. Até as flores mortas do velório da “democracia” estão lindas. Respiro monóxido de carbono e sigo em frente. Tudo bem? Tudo e com você? Há ainda bastante besteira até a verdade se mostrar: e se ela for monstruosa? Vai temer? Vai encará-la com os olhos que dispõe? Afinal é tudo culpa do … E, finalmente, agora que temos – cínicos moralistas – como aquele que se vê como um Kant tropical de esquerda pronto para denunciar toda e qualquer corrupção – o culpado por cinco séculos de desgraças – para que se mover? E assim de culpa em culpa, de culpado a culpado, encontramos a desculpa ou a culpa perfeita, para não mais viver a própria vida e – pior – infectar de culpa tudo o que quer viver diferentemente, atribuindo-lhe, por analogia, todas as culpas atribuídas ao Grande Culpado, ao Corrupto, ao Doente, a Doença que deve ser extirpada. Se isso não é o fascismo me diga o que é, mas não atrás da mais nova neo filosofia reacionária que – capturado – quer me capturar como se dela fosse saltar um outro mundo livre de corrupção (um céu cristão cheio de anjos de olhos azuis?) Não, obrigado, o espírito absoluto pode ser bem perigoso às vezes. Batem à porta. Deve ser outro pacote de culpa. Atende para mim. Ou foi você quem mandou?


Afetos da educação

Ontem vi um documentário em que Darcy Ribeiro, dentre outras coisas, defende a escola de tempo integral, especialmente para as crianças das famílias mais empobrecidas, porque as das mais ricas, segundo ele, podem até ter o luxo de ficar fora da escola.

No doc. um menininho, com grande sensibilidade social e astúcia, vai apresentando a escola bem como os colegas e os funcionários … é lindo perceber que a educação fez a diferença naquela vida, possibilitando-lhe uma leitura alegre e afetuosa do mundo.

Minutos antes, porém, tinha lido uma reportagem sobre Ítalo, o garoto morto por uma policial em São Paulo. Na reportagem havia uma fotografia de Ítalo. Seu olhar era sonhador, alegre e inocente como o do menino do CIEP, porém, Ítalo jamais poderá apresentar-nos sua escola…

Que falta faz intelectuais como Darcy Ribeiro neste país! Pensadores que unam a fria análise racional à imaginação criadora! Que a miséria de nossos tempos não nos derrube, mas sirva como exemplo de tudo aquilo que não podemos mais insistir.

Antes da política econômica (não nego sua importância), estou convencido da necessidade de uma política dos corpos, das relações & dos afetos alegres. De nada nos servirá podermos comprar o mais caro celular, a casa mais bonita e o carro mais veloz se perdermos a capacidade de relacionarmo-nos com quem difere, com quem pensa diferentemente.

Para sairmos do pesadelo financeiro e das disputas de poder pelo poder, precisamos despertar para uma educação renovada, capaz de recolocar as finanças e a política no seu devido lugar, ou seja, num lugar em que possamos determiná-las e não apenas viver à mercê delas, bastando um pequeno abalo seja na política seja na economia para nossas vidas enfraquecerem juntamente com nossa capacidade de pensarmos, de forma imanente, em um mundo diferente deste que nos despontecializa ao mesmo tempo em que despontencializa nossa capacidade de afetarmo-nos alegremente.

Ouvir Darcy Ribeiro é uma alegria nestes tempos em que os afetos tristes predominam.


Representação da representação

O problema não é a “democracia representativa” mas a representação ilusória da “democracia representativa” e a crença cega na representação da representação.

Acessamos a aparência de uma democracia produzida por
estratégias de comunicação eleitoral e de marketing.

O Brasil é lindo.

As plantações de soja transgênica e as colheitadeiras da John Deere também.

Símbolos de pujança!

Na televisão.

Falamos de uma aparência democrática como se tratasse da democracia em si.

Alguma vez já tivemos democracia no Brasil? O que é democracia afinal? Democracia palavra vazia? Democracia pura forma sem conteúdo? Não pode ser. Deve haver democracia, mas ainda não a acessamos ou acessamos apenas suas sombras. Medo? Prudência? Covardia? Dependência? Regras do jogo (que tem que ser jogado sempre com o pmdb)?

Resistimos a ver além da aparência e dizemos estar resistindo a um golpe. Não que ele não exista. A aparência da democracia pode ficar sempre pior. O que não pode piorar é a qualidade de vida das classes dominantes.

Golpe(s).

“O brasileiro é um povo humilde, pacífico, trabalhador”, dizem para produzir em nós uma subjetividade interessante à reprodução do capital.

Resistimos para proteger uma aparência. Uma aparência democrática que, sabemos historicamente, é melhor do que qualquer ditadura.

Falam-me de resistência, mas resistir contra o que oprime sem problematizar a democracia aparente que temos (e somos!) e sem visar a realização de uma democracia que exploda os limites da aparência parece-me, sim, uma luta – & digna – mas ainda no campo da aparência, da preservação (interessada?) da aparência democrática que – é verdade – resolve alguns problemas, mas também cria muitos, alguns deles capazes até de fazerem retornar arcaicos problemas que achávamos resolvidos …

Votamos em imagens. Aécio de papelão … Somos golpeados por pessoas. Os golpes são cada vez mais violentos. As imagens sorriem.

Resistir? Ou atacar?

Resistir & atacar &, principalmente, criar! Mas criar não outra imagem da democracia como a que alimenta a representação da representação, mas uma democracia (ainda que representativa) real e viva, democracia que sozinhos não podemos imaginar, mas juntos, & com todas as nossas diferenças, podemos fazer aparecer.


redes metonímicas

O Facebook (e assemelhados) produz nas consciências uma falsa sensação de poder. Para isso, basta que acreditemos que as “mídias sociais” (recuso a chamá-las de “redes sociais”) representam fielmente a realidade. A timeline torna-se o real a partir da falsa crença de que o real é idêntico à timeline. Não é falso dizer que o que está na timeline é real, mas é preciso ponderar que este mundo de dados é apenas uma parcela do real, e que estamos tomando – metonimicamente – como se fosse todo o real. Depois que a timeline aparece como “todo o real” o Facebook desfere seu golpe mais fatal: nos dá a sensação que controlamos o real, que podemos por meio da produção e reprodução de dados, por meio da construção e desconstrução de discursos, por meio de discussões intermináveis, influenciar midiaticamente a maquinaria imediata do real. Esta possibilidade, como se saberá, sempre tarde demais, é falsa. O real é sempre outro e mais outro e mais outro, sempre muito mais complexo, mais fragmentado e múltiplo do que a unidade real na qual fomos enredados pelas próprias redes que tecemos e que, no desenrolar dos bytes, transformam-se na “minha rede”, na “nossa rede”, sim, redes reais, mas, cada vez mais fechadas e demarcadas semioticamente por elas próprias, tanto que são facilmente identificadas e formalizadas por softwares de mapeamento de redes; sinal, claro, de que o cenário é de cristalização de posições, de fechamento para as diferenças, de endurecimento dos fluxos, de medo dos encontros, por parte de quem até há bem pouco tempo falava na potência de tudo isso. A multiplicidade sem rosto torna-se identidade mascarada. O que vemos e lemos parece ser tudo o que há. Então devorar os textos compartilhados para falarmos das mesmas coisas, dominar certos códigos, reproduzir certos gestos, imitar posturas, curtir reciprocamente posts, admirar-nos nos mapas de nossas existências agora previsíveis, compartilhar as mesmas hashtags, tornam-se imperativos, mas há algo que sempre escapa, que não está na timeline. Mas o que escapa não pode ser percebido – nem pelo mais meticuloso paranoico – enquanto se está na crença de que tudo o que há está na timeline. O que escapa é o que nos surpreenderá para o bem e para o mal. No caso brasileiro, infelizmente, parece – neste momento – que para o mal, um exemplo disso é que não são poucos aqueles que foram negativamente surpreendidos pela composição medonha do Congresso e, mais ainda, com a força dela de esmagar os mais sinceros desejos revolucionários das belas almas da esquerda brasileira. Um choque de realidade e de “real politik” portanto que nos revela que o poder político que se acredita possuir aqui no Facebook, esta máquina de controle, na realidade atual tem pouca potência e baixa influência sobre os processos políticos institucionais que, ao fim e ao cabo, são os que estão conduzindo a nós e a democracia para o buraco negro da repressão e do fascismo. Enquanto esquerda controla, imobiliza e neutraliza esquerda por aqui, lá a direita mais conservadora ganha mais poder e pode até neutralizar toda a(s) esquerda(s) numa canetada só. A direita não vê a esquerda como multiplicidade como a esquerda vê a esquerda. A direita – do pensamento_uno – vê a esquerda como uma coisa só & que deve ser, se possível, destruída num só golpe. Acolá Mark zuckeberg vê a todos como possibilidade de faturar mais & mais. Todo discurso revolucionário em rede social vale a mesma coisa no mercado de ações. Toda movimentação política em rede social com vistas a ações no espaço público hoje é facilmente capturada pelos órgãos de inteligência do Estado e/ou do capital que podem calcular antecipadamente a força repressiva que será aplicada sobre os corpos que ousarem enfrentar os poderes constituídos. Quanto mais acredita-se estar no controle com o aumento de conexões mais somos controlados e expandimos o raio do controle a que estamos submetidos. Já passou da hora de identificarmos fora da timeline os verdadeiros inimigos que estão realmente no controle e expandindo-o a cada segundo sobre nossos corpos, mentes e vidas virtuais e atuais, enfraquecendo por antecipação a já parca potência democrática que nos resta, dando-nos uma única possibilidade de fuga: para dentro de suas máquinas totalitárias de controle. Hackers de todos os mundos, uni-vos!


Contra a máquina capitalista dos “direitos humanos”

Se há direitos humanos é porque antes deve haver violações tais que nos movem a clamar por direitos.

E se ao invés de haver direitos humanos não houvessem violações?

Hoje muitos entre os que clamam por direitos humanos não fazem a crítica às violações que levaram a tal clamor.

O que possibilita tais violações? Quais instituições? O que se oculta nos bastidores?

Uma das consequências desta ausência do questionamento das causas das violações é a afirmação da máquina capitalista, esta sim:

a) máquina produtora das condições de naturalização da violação dos corpos humanos e não-humanos;

b) máquina sombria de violação dos corpos.

A contradição dolorosa desse processo é que o clamor por direitos humanos acaba por afirmar o capitalismo.

A saída, pelo menos discursiva, seria então – sim – clamar por direitos humanos taticamente, pois não se trata de inviabilizar discursos, mas também estrategicamente pensar e articular a destruição da máquina sanguinária capitalista que, para alcançar seus intentos, esmaga tudo o que parece-lhe indesejável e, cinicamente, entrega o cartão dos direitos humanos.

Sem a destruição do capitalismo e de suas máquinas acessórias (entre elas a máquina policial e a máquina judicial cuja produção principal é a punição dos pobres) falar em direitos humanos será sempre um paliativo.