Para onde foram as andorinhas?

 A ideia de “fim do mundo” na perspectiva indígena traz elementos interessantes para pensarmos em outros termos a relação humanidade_natureza e a partir daí repensarmos a própria ideia de “fim do mundo” como concebemos.

Para o índio o mamão queimado, o sumiço das borboletas da beira do rio, a cigarra que não canta e as andorinhas que já não mais anunciam a chuva são mundos que estão acabando. “O calor excessivo cozinhou os ovos da cigarra”, diz um índio no documentário “Para onde foram as andorinhas?” que compartilho aí embaixo.

No documentário vemos que não há exatamente um fim do mundo total, isto é, um evento catastrófico que nos aniquilaria sem mais nem menos.

O fim do mundo, na verdade, na perspectiva ameríndia, seria o fim de múltiplos mundos que existem (e resistem) no mundo. Os índios experienciam isso como ninguém e, por isso mesmo, percebem também toda e qualquer alteração climática. “O vento traz o cheiro do veneno que é jogado na soja”. Assim, se houver um fim do mundo é porque antes houve o fim de múltiplos mundos diferentes uns dos outros, mas em relação.

A morte de um mundo implica na morte de muitos outros. A morte da floresta para o cultivo de soja por grandes fazendeiros influencia negativamente nos cultivos indígenas. O velho índio diz-se preocupado porque seus netos poderão não ter o que comer no futuro.

Uma vida se faz no equilíbrio de todas as outras vidas & todas as outras vidas fazem ‘A Vida’.

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Curitiba está fora da casinha?

 


i “neve” forgot you


Jota Geraldo em falsos cognatos da Han(S)olo

Nas horas vagas, entre uma página virada e uma palavra escrita, inventei de ser ator de videoclipes caseiros em baixa definição.  O Lepha da Han(S)olo veio de Minas para Curitiba e, além do sol, trouxe uma câmera e então …