“Marcha das Vadias” em CWB

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geração pós-coca

– O viciado aquece a lata de refrigerante para inalar o crack.  Além do vapor da droga aspira alumínio;

– O metal chega ao pulmão e circula pela corrente sanguínea;

– O sangue com o alumínio vai até os rins que não consegue fazer com que o corpo elimine toda a impureza pela urina;

– O alumínio continua na corrente sanguínea e se deposita no cérebro, onde se une às proteínas, e nos ossos, ocupando os espaços do cálcio;

– No cérebro, o alumínio causa encefalopatia, uma alteração que gera demência;

– Nos ossos, provoca osteomalácia.


O sol é para todos

o sol se põe no passeio público
Por do sol no Passeio Público

Uma cidade tem a velocidade de seu trânsito.  Curitiba está acelerada e muita coisa passa desapercebida como se todos estivéssemos dentro de um grande automóvel que, pertencente a um movimento cada vez mais veloz e competitivo, revela o mundo em sua profusão fantástica de cores, sons e cheiros,  mas não possibilita a apreensão reflexiva de nada.

Do automóvel vemos  crescer a violência, o número de moradores de rua, os assaltos à mão armada, as mortes no trânsito, a intolerância.

A cidade desenvolve-se economicamente. “Está sobrando vagas” dizem os jornais.  Entretanto, os ganhos sociais parecem não evoluir na proporção das finanças.

O sol, hoje, já não brilha para todos. As contradições do desenvolvimento obscureceram a “cidade modelo”, tornando-a muito mais parecida com São Paulo (com as devidas proporções) do que com ela mesma.  A bela, a estilosa, a romântica, a educada, a limpa e organizada adquiriu o câncer social das grandes capitais do país e deseja mudar se de si mesma. Curitiba ambígua.

No fim da tarde atravesso o centro da cidade e sob o por do sol reflito e escrevo com a última luz solar.