O logos do xamã

É bem possível que o que chamamos hoje pejorativamente de “astrologia” não tem o mesmo sentido do discurso (logos) sobre os astros dos povos da antiguidade. A arquitetura da pólis grega era planejada conforme a posição dos astros. É como se não houvesse – porque de fato não há – a separação entre o cosmos e a Terra (Gaia). A política tinha uma dimensão cósmica assim como até hoje têm para, por exemplo, os povos indígenas que vivem no Brasil. Uma questão instigante seria pensar uma articulação entre astronomia e astrologia, mas isso não é coisa para gente como Olavo de Carvalho e outros charlatões, mas sim para o líder e xamã Yanomami Davi Kopenawa que escreveu o clássico “A queda do céu” e hoje faz parte da Academia Brasileira de Ciências. O logos xamânico sobre as forças e entidades cósmicas e o discurso das ciências se aproximam.



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