#necrocapitalismo

Quando a esfera do capital engolir totalmente a do pensamento então pensar só será admitido se provar que pode fazer o capital render ainda mais; a médio prazo nem isso será permitido ao pensamento ‘uberizado’. O capital se move aceleradamente para alcançar um patamar de presença em todos os estratos da vida e dispensar mesmo o pensamento mais obediente para se reproduzir. Não é que “nós não vimos nada ainda”. Nós já vimos tudo. O capital faz do aniquilamento da vida sua fonte de rentabilidade: #necrocapitalismo. Se há alguma possibilidade de resistir à asfixia do pensamento ela já deve estar presente, pois o pensamento é justo o que resiste (não um pensamento justo, mas justo um pensamento). Cabe ao pensamento realizá_la. Mas como? Uma primeira hipótese seria encontrar uma relação ainda não totalmente determinada pelo capital. Seria esta a tarefa do pensamento na contemporaneidade entrópica? No limite sobreviver ao sistema de valores assassinos e suicidários do capitalismo passaria, talvez, por suportar a desvalorização monetária do corpo e da mente, isto é, o desemprego, a fome e até a miséria, e ao mesmo tempo em ser capaz de instituir com outras mentes (“modos do atributo pensamento”) outros valores que não mais os valores de produção e de reprodução nauseante do capital. Morrer para a morte transcendente imposta pela máquina capitalista e afirmar a vida em outra direção, em múltiplas direções. A parada e o salto criador. A aurora do XXI é o tempo que se abre para que esta tarde seja a do crepúsculo do capitalismo.

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