Ando, logo penso

Experienciar o estar no movimento requer um método adequado ao movimento, ou seja, um método também em movimento e, talvez mesmo interno a ele, para, quem sabe, vivenciarmos, ‘estarmos’ profundamente, ainda que por um instante mais veloz que a luz, em todo o seu desenrolar que pressentimos em nós quando hoje ao invés de dizer que somos algo fixo e determinado dizemos simplesmente que estamos.

Que método seria esse que possibilitaria assistirmos a vida em todo seu desenrolar imensurável movente e não apenas a cada um dos seus quadros estaticamente (mesmo que dados todos de uma só vez)?

Marx apreciava fazer pesquisas de campo, gostava de estar no movimento, em movimento.

O método ressoa na prática e a prática renova o método.

Descartes chegou no cogito sentado defronte à lareira.

Nietzsche valorizava os pensamentos ao ar livre.

Cogito para um andarilho: ando sem destino, logo errante penso no movimento.

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